A deservagem e o corte da vegetação infestante nas vias de comunicação, ruas da freguesia e espaços públicos é, atualmente, uma responsabilidade da Junta de Freguesia, no âmbito da transferência de competências da Câmara Municipal da Amadora, sendo a verdade que esta limpeza e a periodicidade com que é feita não se compadece com a real necessidade, dada a realidade.
A contínua existência de ervas nas calçadas e em diversos
locais de passagem, na nossa freguesia, é um problema de higiene urbana e
reflete o abandono de uma verdadeira política para a limpeza do espaço público,
que deveria ser desenvolvida de forma regular, por forma a garantir a salubridade desse mesmo espaço. É responsabilidade
da junta de freguesia contribuir para uma melhor higiene urbana e ambiente, que se irá
refletir na qualidade de vida de todos os habitantes, o próprio impacto visual
dá uma ideia de abandono e retira importância ao conceito da higiene urbana,
embora este seja mais amplo.
Os responsáveis devem refletir e fazer uma análise séria
sobre a forma como está organizada e é executada esta obrigação e necessidade, implementando,
se necessário, métodos mais apropriados, que apresentem baixo risco para o ambiente
e para a população.
O exemplo deve começar pela própria autarquia, sob pena
deste desleixo ser aceite como o novo “normal”, mais uma vez, a falta de exemplo torna-se o exemplo e não é de
agora, o que me legitima a considerar, que da parte dos responsáveis, existe uma
despreocupação e a consideração de um não assunto.
Os exemplos são vários, por toda a freguesia, na
Urbanização Casa do Lago existem calçadas que parecem mantos, até quando?
Não é aceitável e na última assembleia de freguesia (29
de abril) em que interpelei o executivo (mais uma vez!), na resposta, a própria
Presidente da Junta de Freguesia da Venteira considera que é um tema perdido, porque
a natureza está a ganhar. É verdadeiramente lamentável e um registo de falta de
competência e vontade para resolver o que é para resolver, este tema não é de agora,
embora as desculpas variem e não é uma questão financeira.
Não obstante a responsabilidade direta da autarquia,
enquanto comunidade, cada cidadão, tem o
direito e o dever de exigir o cumprimento das respetivas atribuições e em concreto,
neste domínio, a mudança tem de ocorrer,
sob pena deste abandono hipotecar uma realidade necessária na higiene
urbana.
Hélio Martins
Membro da bancada do Partido Social Democrata na Assembleia de Freguesia da Venteira
PSD Amadora

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